Mesmo com Trump eleito, política de vistos para os EUA continua a mesma (por enquanto)

Após a eleição do republicano Donald Trump nesta quarta-feira (9), o medo de que o novo presidente dos EUA possa alterar radicalmente a direção do governo americano aumentou. Nas redes sociais, muito brasileiros já estão se perguntando se haverá mudanças nas regras para a entrada de visitantes no vizinho do norte.

Entretanto, apesar de toda a estridência vocalizada contra latinos e imigrantes durante a campanha de Trump, tudo continua como está — pelo menos por enquanto. Isso ocorre, em primeiro lugar, porque o republicano só tomará posse no dia 20 de janeiro de 2017.

Somente a partir dessa data, o governo conservador entrará em vigor, e poderá então fazer qualquer mudança nas políticas em relação à entrada e saída de imigrantes do país.

Além disso, nos EUA, apesar do grande poder executivo do presidente, os demais poderes — legislativo e judiciário — exercem um forte contrapeso nas decisões do Estado. Neste caso, se a Câmara, o Senado ou a Suprema Corte não estiverem de acordo com as medidas do executivo, não há mudança real.

Outro fator importante a ser levado em conta em relação à diplomacia internacional e o gerenciamento de vistos para os EUA é que tais temas são, predominantemente, parte da política do Estado e não do governo. Ou seja: são bem mais difíceis de serem alterados.

Por isso, quem já tem visto o visto americano não deve se preocupar. E quem está querendo viajar para os EUA e ainda não tem visto deve seguir as recomendações atualmente exigidas pelo país.

 

Boa notícia:

O governo americano, por meio do Departamento de Segurança Nacional, anunciou recentemente que dois aeroportos brasileiros (Galeão e Guarulhos) foram escolhidos para fazerem parte de um programa que facilitará a entrada de cidadãos do Brasil nos EUA.

Deste modo, aqueles que tiverem os EUA como destino poderão se submeter à imigração, à alfândega e à inspeção do Departamento de Agricultura no próprio território brasileiro.

Tal medida deve diminuir as filas nas alfândegas dos aeroportos americanos.

 

 

Fonte: noticias.r7.com
Foto: Reuters

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