Turismo ecológico – Amazônia

Hoje 5 de Junho dia Mundial do Meio Ambiente e Ecologia, nada melhor que falar da Amazônia, que representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e compreende a maior biodiversidade em uma floresta tropical no mundo. É um dos seis grandes biomas brasileiros.

Quem vai à Amazônia deve começar sua viagem por Manaus. A cidade, capital do Estado do Amazonas, é o mais importante centro turístico da região, tem boa infra-estrutura e é ponto de partida para uma série de passeios e viagens de aventura. Todas as empresas aéreas nacionais têm vôos para Manaus. De São Paulo ou do Rio de Janeiro, a tarifa varia entre 750 e 800 reais na alta temporada. Os hotéis de selva incluem em seus pacotes passeios pela floresta, observação de jacarés, pesca de piranhas e visita a aldeias, onde se vende artesanato da região. Há hotéis na floresta com ar condicionado, água quente e TV, mas existem alternativas mais baratas com hospedagem em cabanas sem chuveiro e sem energia elétrica. Antes de se isolar na floresta, visite pelo menos dois restaurantes em Manaus e experimente os pratos regionais à base de peixes da região. A seguir, um roteiro com passeios, os principais locais de hospedagem e alguns bons pratos amazônicos.

O turista que visita a Amazônia deve levar na bagagem uma dose generosa de repelente de mosquitos. Também precisa ter na mala uma minifarmácia, com os remédios que costuma tomar regularmente. Na selva não há uma farmácia em cada esquina. Antes de se embrenhar na Amazônia, o turista deve tomar vacinas contra febre amarela, hepatite B e tifo. Elas são recomendadas, mas muita gente esquece. Para os passeios na floresta, camisetas de manga longa e calças de moletom protegem contra arranhões e picadas de insetos. De janeiro a maio, época de chuvas, é um aguaceiro tremendo. O melhor período para viajar é entre junho e julho. Nesses meses, os rios atingem seu ponto de cheia e permitem o acesso de barco a regiões belíssimas na floresta. Os dias são ensolarados, a quantidade de mosquitos diminui e o risco de contrair malária é menor.

Passeios:

– Um dos mais interessantes é o cruzeiro de navio pelo Rio Amazonas de Manaus a Belém, capital do Pará. Dura aproximadamente uma semana. O preço da viagem varia de acordo com o conforto do barco. Vai de 84 reais, na acomodação mais simples, em que se dorme em rede, até 300 reais, nos camarotes.

– Para ver o famoso encontro entre as águas dos rios Negro e Solimões que formam o Rio Amazonas , as agências de turismo cobram em média 60 reais pelo passeio de um dia. A visita começa às 9 horas e o retorno acontece às 18h30. O preço inclui almoço num restaurante flutuante.

– A visita ao Arquipélago de Anavilhanas, reserva ecológica formada por 400 ilhotas no Rio Negro, custa em média 30 reais, sem incluir almoço. A viagem leva de duas a três horas de barco, a partir de Manaus, dependendo do tipo de embarcação. Os hotéis e agências de turismo também organizam visitas de grupos ao arquipélago. Duram o dia inteiro e incluem almoço, passeio pelo Rio Negro e banho em cachoeiras da região. Os preços são mais altos. Em média, 100 reais.

– O Teatro Amazonas, no centro de Manaus, é um de seus principais pontos turísticos. Foi inaugurado em 1896, no auge do ciclo da borracha, e restaurado em 1990. Construído em estilo neoclássico, tem lustres de cristal de Murano, portais de mármore de Verona e escadarias de ferro inglês.

Comidas:

Peixes da região como o tucunaré, pirarucu e tambaqui são as principais atrações nos restaurantes. Em Manaus, não deixe de visitar pelo menos dois deles:

Paramazon: Cozinha regional, serve pratos tradicionais como pato no tucupi, caldeirada de peixe, pirarucu recheado com camarão e tambaqui na chapa. Os pratos custam em média 18 reais, sem incluir a bebida, e servem duas pessoas. Uma das receitas mais apreciadas é o afogado de caranguejo, um risoto de caranguejo que leva leite de coco.

Panorama: As especialidades são tucunaré, tambaqui e pirarucu, servidos na brasa, ao molho ou em caldeirada. Os preços variam de 16 a 20 reais, também sem incluir as bebidas, e os pratos servem bem duas pessoas.

 

Fonte: veja.abril.com.br

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